APPDA - Lisboa, Associação Portuguesa para as Pertubações do Desenvolvimento e Autismo
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CENTRO DE RECURSOS PARA A INCLUSÃO

A APPDA-Lisboa, Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo é, desde 25 de Março de 2009, uma das Instituições acreditadas pelo Ministério da Educação, como Centro de Recursos para a Inclusão.

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Centros da APPDA-Lisboa



O primeiro Centro de apoio socio-educativo da APPDA, em Lisboa, inaugurado em 1971, tinha 10 crianças e 4 profissionais e funcionava num andar. Alguns anos depois a Câmara Municipal de Lisboa cedeu um terreno à APPDA, no Restelo, para aí se construírem as primeiras oficinas num edifício de construção precária e uma estufa. Em 1992 cedeu um outro terreno no Alto da Ajuda, em troca do primeiro, onde foram construídos finalmente os centros de dia e quatro pequenas residências.

Actualmente a sede da APPDA-Lisboa é situada no Alto da Ajuda, em Monsanto num terreno com 12.000 m2. Nesse terreno encontram-se várias construções:
O Centro de Actividades Ocupacionais, a Escola de Educação Especial, 4 Centros Residenciais, o Pavilhão Ajudautismo, uma estufa, uma piscina terapêutica com cobertura.
No bairro do Zambujal em S.Domingos de Rana existe outro Centro Residencial.

Para fazer funcionar os seus centros e dar apoio às crianças com autismo que frequentam o ensino regular, a APPDA mantém acordos com o Ministério do Trabalho e Segurança Social e com o Ministério da Educação. O Ministério da Educação apoia as crianças e os adolescentes até aos 18 anos e os jovens e adultos são apoiados pelo Ministério do Trabalho e da Segurança Social.

Nos seus centros, dá apoio directo a 60 adolescentes e jovens e a 20 crianças do 1ºciclo integradas em escolas ou jardins de infância e indirecto a 200, número registado na base de dados das crianças diagnosticadas.
A APPDA tem dois autocarros para o transporte dos seus alunos e um minibus para acompanhamento e apoio nas escolas.

A APPDA mantém uma consulta médica semanal de diagnóstico e aconselhamento, aberta à comunidade.

Centro de Actividades Ocupacionais (CAO) e Escola de Educação Especial

Hoje a APPDA-Lisboa tem 60 adolescentes e adultos nos seus centros e emprega cerca de 70 pessoas para poder manter activos todos os seus projectos.

A Escola de Educação Especial e o CAO têm salas de aula para grupos de 6 crianças e jovens, oficinas de pre-profissionalização (texteis, cerâmica, pintura e outras actividades artísticas, culinária, jardinagem, floricultura, agricultura biológica), uma sala de música, um ginásio, as salas destinadas à clínica de diagnóstico e de acompanhamento aberta à comunidade, os serviços administrativos, uma biblioteca, refeitório, lavandaria, sala de consulta e gabinete médico, salas de diagnóstico psicológico, uma vasta estufa, uma piscina terapêutica e um pavilhão para apoio às crianças que frequentam escolas de ensino regular.

Pavilhão Ajudautismo

De acordo com a lei portuguesa, as crianças deficientes devem frequentar a "escola para todos". Apenas uma pequena percentagem deve frequentar escolas ou centros de educação especial. No âmbito do Projecto Ajudautismo, a APPDA tem uma parceria com o Ministério de Educação (DREL, Direcção Regional de Educação de Lisboa) e com a Faculdade de Medicina (Laboratório de Genética Médica), Universidade Clássica de Lisboa, para apoiar 20 crianças de 3 a 14 anos que frequentam outros estabelecimentos da rede publica e privada, inclusive as classes do modelo TEACCH.
O Pavilhão Ajudautismo destina-se a dar apoio pontual a crianças, suas famílias e professores nomeadamente promover sessões de terapia da fala, hidroterapia, sessões de aconselhamento, reuniões para formação de pais e técnicos, etc.
É igualmente utilizado nas colónias de férias durante o mês de Julho bem como o Parque Infantil que lhe é anexo.

Centros residenciais

Em 1992 a APPDA fundou a sua primeira residência em Carcavelos, uma localidade perto do mar, nos arredores de Lisboa. Aí habitam 10 jovens com autismo.
Actualmente existem 4 pequenas residências em Lisboa, na Ajuda que são habitadas por 6 ou 7 rapazes e raparigas com autismo. Os quartos são de preferência individuais embora alguns sejam duplos.
Todos os residentes vão diariamente aos Centros da Ajuda para aí desenvolverem as actividades.
A filosofia de base é considerar as residências como locais de vida e a frequência dos centros obrigatória, voltando os jovens ao fim da tarde para as residências como de sua casa se tratasse.
Pretende-se também que os residentes mantenham os laços familiares e por isso durante as épocas festivas ou nos fins de semana passem alguns dias com a família. Também se fomentam as visitas dos familiares durante os fins de semana.
Para manter o contacto com a comunidade, os residentes participam em actividades organizadas pela Junta de Freguesia tais como sessões de teatro, desfiles de Carnaval e em passeios à praia ou ao campo.

Recursos humanos e formação de pessoal
A equipa pedagógica de todos os centros é coordenada por um Director Coordenador, um Director Pedagógico, uma Directora dos Centros Residenciais, 2 terapeutas ocupacionais, um terapeuta da fala, 2 educadores de infância, um educador social, 3 psicopedagogos, um professor de música, um professor de educação física, um técnico de educação especial e reabilitação, um técnico de serviço social, um monitor de hortofloricultura e jardinagem, um monitor de lavandaria.
A equipa é completada por 7 auxiliares de educação, 5 ajudantes de acção educativa, 24 ajudantes de lar, 2 motoristas, 5 funcionários de serviço auxiliar, 4 cozinheiras e 2 ajudantes de cozinha.
A assistência médica está a cargo de um médico psiquiatra e de uma pediatra geneticista.
Os serviços administrativos estão a cargo de 4 funcionários.

O pessoal com funções pedagógicas recebe regularmente formação. O restante pessoal beneficia de acções de formação esporádicas.

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